sábado, 4 de setembro de 2010

Considerações em Romanos 1

Hoje, enquanto lia o capítulo 1º da carta de Paulo aos Romanos me lembrei desse blog que eu inventei de fazer. O que tem uma coisa com a outra? Sei lá... nada...?! Mas vou postar minhas observações aqui. Pode ajudar alguém a compreender a carta melhor.

Obs.: nessa primeira oportunidade iremos apenas até o v. 17.

Let’s go!

Bem, o que primeiro precisamos estabelecer são alguns detalhes que permeiam a carta: autoria, data, local e destinatário.

A autoria: ditada pelo apóstolo e escrita por Tércio. Essa prática era bem comum porque facilitava a continuidade na linha de raciocínio. Ao que tudo indica Tércio era um cristão.
Data e local: Tudo indica que a carta foi escrita entre 55 e 57 A.D. de Corinto antes da volta do apóstolo para Jerusalém levando as ofertas das igrejas gentílicas (At 15.25-28; 24.17). Foi levada por Febe (16.1,2), uma irmã da igreja em Corinto (Cencréia era o porto de Corinto no golfo Sarônico, aquele que fica do lado direito do istmo onde fica a cidade), até Roma, uma vez que não existia serviço postal à disposição do povo. Esse era um serviço à disposição apenas do Império.
Destinatário: a carta foi escrita para os irmãos da igreja em Roma, capital do império. Segundo as informações da própria carta o apóstolo ainda não havia visitado aquela cidade. A partir disso podemos concluir que a igreja de Roma não foi fundada por Paulo (tampouco por Pedro) e não há motivos para pensar que houve alguma influência apostólica em sua fundação. Segundo as afirmações de Paulo podemos pensar que a igreja de Roma já estava bem estabelecida. A suposição mais plausível quanto à sua fundação é a de que visitantes de Roma provavelmente estavam presentes em Jerusalém no dia de pentecostes (At 2.10,11), ouviram a pregação de Pedro e talvez tenham sido os primeiros a levar o evangelho para Roma. Mas são apenas suposições. Fato é que a igreja em Roma era composta tanto por Judeus quanto por gentios e que por motivos quaisquer algumas congregações eram apenas de gentios outras de judeus outras mistas, enfim, o que precisamos entender é que existia a igreja fundada e estabelecida em Roma.
O tema central desse primeiro capítulo é a pecaminosidade dos gentios (no cap. 2 fala do pecado dos judeus e no 3 do pecado da humanidade). Do v.1 ao 7 Paulo inicia a carta com uma longa saudação dando suas credenciais aos irmãos de Roma. Um pequeno detalhe é que antes de se apresentar como Apóstolo ele se denomina servo – grego: doulos; escravo, acorrentado. É a condição mais importante de sua vida. Antes de qualquer título sua primeira condição é de “escravo de Jesus”.

Do verso 2 ao 5, ainda dentro de sua saudação ele acaba citando todos os aspectos mais importantes do ministério de nosso Senhor Jesus. Veja:
a) v.2 – a promessa do salvador

b) v.3 – a encarnação de Cristo

c) v.4 – sua morte, ressurreição, divindade eterna e poder

d) v.5 – graça e apostolado concedidos a nós igreja pelo derramamento do Espírito

e) v.5 – a essência da Grande Comissão para se pregar o evangelho a todo o mundo.

O v. 7 nos diz até onde o Evangelho já tinha alcançado quando Paulo escreveu a carta.

Do v. 8 ao 10, Paulo dá testemunho de seu ministério espiritual e chama Deus como testemunha disso. Que ora incessantemente pelos irmãos dessa igreja. Paulo fala em servir em espírito porque é de onde brota o nosso serviço espiritual – não da carne nem da alma mas sim do espírito.

Do 11 ao 13 o apóstolo fala de seu desejo grande em visitar os irmãos daquela igreja pessoalmente. É interessante isso pois é muito provável que a reputação de Paulo o tenha precedido e que aqueles irmãos também desejassem muito vê-lo. Hoje podemos falar por telefone, carta, e-mail, Messenger... mas nada se compara à presença do servo do Senhor em comunhão pessoal com a igreja. Esse era o cumprimento da Grande Comissão na vida de Paulo.

A atitude dinâmica do apóstolo quanto ao evangelho é descrita em três fases do v. 14 ao 16:

a) sou devedor

b) estou pronto

c) não me envergonho

O que podemos tirar desse esquema? Que Paulo se empenhava em cumprir o Ide do Senhor de todos os meios e modos, aos trancos e barrancos se fosse necessário. Ele reconhece que “deve isso a Deus”, que foi preparado e enviado porque “estava pronto”. Paulo não tinha medo de ser cobrado pelo Senhor pela sua omissão. Estava pronto, preparado e não se envergonhava de levar a Palavra de Deus aos perdidos (poderia repetir essas palavras sobre você mesmo?).

Os v. 16 e 17 introduzem o tema central da carta uma vez que nos apresenta os mais importantes aspectos da salvação: FÉ, VIDA e JUSTIFICAÇÃO:
16,17: Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego, visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

O Dr. Norman Harrison em seu livro sobre romanos faz uma análise muito interessante sobre esses dois versos e neles aponta as sete características principais do evangelho:


1. seu poder - Deus

2. seu objetivo - Salvação

3. sua acessibilidade - a todo o que crê

4. sua universalidade - primeiro ao judeu e depois ao grego

5. seu caráter - em que se revela

6. seu conteúdo - a justiça de Deus

7. sua forma de operar - de fé em fé.


Mas primeiro pro judeu? Por que isso se na mesma carta (2.11) ele diz que Deus não faz acepção de pessoa? A resposta é que essa é uma das principais preocupações de Paulo nessa carta. Seu ponto de vista cristão sobre judeus e gentios. Desfaça essa dúvida de sua mente. A promessa do messias, de redenção e salvação foi feita primeiramente aos judeus (Jo 4.22; Mc 7.24-30; Rm 2.9,10); seguindo esse caminho o trabalho missionário de Paulo, por onde quer que fosse, levava essa diretiz. Não é de se espantar que SEMPRE entrava primeiro na sinagoga (com o cumprimento da promessa messiânica em Jesus) e depois disso passava a pregar aos de fora.

continua... depois...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Abençoados para sermos abençoadores

ps.: eu nao to tendo tempo pra escrever então vou colocar um pastoral do Rev. H.D. Lopes

 
A igreja é o povo mais abençoado do mundo. Somos abençoados com toda sorte de bênção em Cristo Jesus. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus e a menina dos olhos de Deus. Fomos amados desde a eternidade. Fomos chamados com santa vocação. Fomos transformados pela graça. Recebemos um novo nome, um novo coração, uma nova vida, uma nova família, uma nova pátria.O propósito de Deus, entretanto, não é apenas nos abençoar, mas tornar-nos abençoadores. Não somos apenas o receptáculo da bênção, mas sobretudo, seu canal. Três verdades preciosas nos chamam a atenção acerca desse momentoso assunto.

1. Somos abençoados para sermos abençoadores porque somos portadores de boas novas num mundo marcado por más notícias. O mundo está cansado de ouvir más notícias. A mídia despeja todos os dias em nossos ouvidos dezenas de informações trágicas: é a violência que campeia sem controle na cidade e no campo; é a corrupção que se infiltra em todos os setores da sociedade; é a devassidão moral que solapa os valores morais e desestabiliza a família. A igreja de Deus não é trombeta do mal, mas portadora de boas novas. Temos a única mensagem capaz de trazer esperança para o homem atormentado pela culpa. Temos o único remédio capaz de curar o homem de sua enfermidade espiritual. Somos embaixadores de Deus a proclamar ao mundo a boa notícia de que Deus ama o pecador e enviou seu Filho para salvar a todos os que se arrenpendem e colocam sua confiança em Jesus.

2. Somos abençoados para sermos abençoadores porque somos construtores de pontes onde o pecado só cavou abismos. O pecado separa o homem de Deus, de si mesmo e do próximo, mas o evangelho lhe restaura a alma, oferecendo-lhe reconciliação com Deus. Neste mundo timbrado pelo ódio, somos arautos do amor de Deus. Neste mundo de guerras, somos embaixadores da paz. Neste mundo onde se aprofundam os abismos da inimizade, somos pacificadores. Deus nos confiou o ministério da reconciliação. Somos agentes de Deus na maior missão de paz do mundo, pois nosso ministério é rogar aos homens que se reconciliem com Deus. É sublime o privilégio de construirmos pontes onde o pecado cavou abismos. É glorioso o trabalho de lutar pela salvação dos perdidos. É maravilhoso saber que Deus nos confiou um ministério que os anjos gostariam de fazê-lo.

3. Somos abençoados para sermos abençoadores porque recebemos a maior, a mais urgente e a mais importante incumbência do mundo. A evangelização é a mais importante missão do mundo. É uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. Fomos chamados para sermos enviados. Não podemos nos calar quando temos a única mensagem capaz de salvar os que estão perdidos. Não podemos silenciar nossa voz quando nenhuma outra instituição humana pode realizar essa tarefa a nós confiada. Não podemos adiar a proclamação dessa boa notícia, quando tantos perecem em seus pecados, sem esperança e sem Deus no mundo. O privilégio de sermos abençoados implica na responsabilidade de sermos abençoadores. Deus nos chamou das trevas para a luz para sermos um luzeiro no mundo. Deus nos tirou da escravidão para a liberdade para anunciarmos aos cativos que se o Filho de Deus os libertar verdadeiramente serão livres. Deus nos arrancou desse mundo tenebroso para sermos conduzidos de volta ao mundo, a fim de anunciarmos que Deus reina e exige que todos se dobrem aos pés do seu Filho, adorando-o como Salvador e Senhor. Unimos nossa voz à do salmista, quando clamou: “Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão” (Sl 67.7).

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Busy... busy

Tô doido pra escrever alguma coisa pra colocar aqui... mas meu tempo está tão escasso que é melhor eu nao inventar ou pode sair besteira. Qualquer hora sai...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

1ª Corintios 14

Nobre leitor, eu resolvi postar aqui o material que preparei para a lição da EBD de domingo dia 20/06/10 na classe de jovens. Ah fui eu que preparei o estudo e o blog é meu e eu posto o que quiser! rsrsrs. 
Quem quiser se dar o trabalho de ler lembre-se que é o esboço que eu usei na sala então deve ter informação pela metade cujo complemento está na minha cabeça. Eu vou tentar dar uma melhorada aqui para dar um aspecto de texto indutivo, mas pode ser que passe alguma coisa. Ah, qualquer coisa pergutaê! #tenso


Depois de tratar no capítulo 12 da 1ª carta aos coríntos dos dons espirituais em geral, o apóstolo mais uma vez ataca uma ferida – e essa era grande – dos coríntios. O uso do dom de línguas da maneira errada. E para entrar no tema começa falando em AMOR.
Paulo havia dito em 12.31 que lhes mostraria “um caminho mais excelente” e nesse capítulo o desvenda.
v.1 “segui o amor”. O maior dos dons. Enquanto o amor desfrutar um lugar proeminente na relação entre os irmãos os dons serão derramados e bem usados. Para que Paulo escrevesse esse capítulo dessa forma é provável que esse fosse o centro da questão coríntia. Vemos o individualismo corriqueiramente demonstrado por Paulo na carta. Era algo que precisava ser tratado na vida dos coríntios.
“Procurai com zelo os dons”. Paulo não diz para se abster de buscar nenhum dos dons relatados antes, pelo contrário incentiva.
“mas principalmente o de profetizar”. Ele já inicia enaltecendo a profecia como o melhor dos dons. Veremos o porquê.
O problema do dom de línguas: o mesmo de hoje. O uso indiscriminado e irresponsável em qualquer ora ou lugar. Falam alto e inconvenientemente numa tentativa de demonstrar santidade. É o já falado selinho isso 9000. “ó o santarrão lá falando em mistérios”. Em que você foi edificado com isso? Além de ouvir ruídos estranhos você aprendeu algo para sua vida cristã e fé? Quando Paulo os chama de "bárbaros" tem a intenção de dizer estrangeiros, pessoas de um povo cuja lingua nao se conhecia.
*** Para Calvino o dom de línguas tinha um propósito além de produzir ruído. Tinha algo a ser comunicado. Era para os não crentes como foi em Atos 2. Era aterrorizar e impactar levando-os à conversão. (Comentários de João Calvino em 1ª Coríntios - Edições Parakletos)
E o dom de profecia? O que vem à sua mente quando se fala em PROFETIZAR? Na verdade é o dom de desvendar a vontade de Deus. O profeta é um mensageiro de Deus. Com seu espírito ele interpreta e aplica as escrituras de maneira sábia. Pode envolver predição de eventos futuros sim, mas não é o principal objetivo. A finalidade da profecia na igreja é esclarecer, advertir, corrigir ou encorajar (exortar). A profecia deve ser julgada dentro desse campo.
Mas aprenda o seguinte: Ser cheio do Espírito Santo tem um propósito. Deus não vai encher ninguém com seu Espírito sem que haja um propósito para isso. V. At 2.
O dom de profecia é mais excelente do que os demais porque edifica a toda igreja e esse é o propósito da profecia. Edificar. E nos cultos é melhor que se busque a edificação da igreja do que apenas a pessoal. Paulo não quer abolir o dom de línguas, mas para ele é melhor que nos cultos seja evitado a menos que haja interpretação.
O apóstolo usa a palavra idiotes para demonstrar a perda de tempo para a igreja de todos orarem insanamente em línguas sem que ninguém interprete transformando tudo em profecia. Então, interprete e orador juntos são como um profeta.
Já quase puxando para outro assunto no capítulo, o apóstolo solta o v.23 querendo dizer: “se alguém sendo completamente ignorante de tudo isso, não pensará que tais pessoas são loucas, as quais emitem ruídos sem sentido em lugar de conversação normal, gastando seu tempo com pias futilidades, quando achava que entraria numa reunião para ouvir o ensino de Deus?” (Calvino)
 ...
Muda então de assunto e passa a falar da ordem no culto. Tudo o que foi dito ate agora tinha também o objetivo de ensinar que o culto deve ser ordenado e edificante para todos os que lá estiverem.
Depois descreve a ordem e limita a medida dos atos no culto: SE (não é ordem é permissão) alguém falar em línguas... (v 27, 28). A igreja pode subsistir sem o dom de línguas. O mais importante e esse devemos sim buscar é o de profetizar (V.2).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A influência da musica - Pr. Ronaldo Bezerra

Buscando bons artigos sobre louvor e adoração a Deus com música encontrei esse estudo feito pelo Pastor Ronaldo Bezerra. Muito bom mesmo.
retirado do site: http://www.musicaeadoracao.com.br/efeitos/influencia_musica.htm

A Influência da Música
Ronaldo Bezerra

"Há por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação." - I Coríntios 14:10

Influência, etimologicamente, significa: ação que uma pessoa ou coisa exerce sobre outra. Ascendência, predomínio, poder.
Segundo alguns pesquisadores no assunto, a música afeta o caráter e a sociedade, pois cada pessoa é capaz de trazer para dentro de si a música que acaba influenciando nos pensamentos, nas emoções, na saúde, nos movimentos do corpo, etc. Portanto, diziam eles, cabe aos compositores serem morais e construtivos e não imorais e destrutivos em suas músicas.
A influência da música é tão grande, que ela atua constantemente sobre nós - acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração, relaxando ou irritando os nervos, influindo na pressão sangüínea e no ritmo da respiração. É comprovado o seu efeito sobre as emoções e desejos do homem.
Enfim, a música exerce um poder muito grande sobre nós, podendo ser positiva ou negativa.
1. A Influência da Música Profana
Como já sabemos, a música é uma arma muito poderosa. Tudo o que não entendemos quando se é falado, musicalmente entendemos melhor, podendo também influenciar no comportamento para o bem ou para o mal.
Um exemplo bíblico de uma influência má (profana) da música, está registrada em Êxodo 32, quando então nesta ocasião foi criado um bezerro de ouro, surgindo um falso deus. Vendo o povo que Moisés tardava a descer da montanha, aglomeraram-se em torno de Arão dizendo-lhe: "Vamos, fazer um deus que anda a nossa frente!"(v. 1). Ocorreu nesse tempo uma falsa adoração.
"...então exclamaram: Este é teu Deus, Israel, que te tirou da terra do Egito ! Vendo isto, Arão levantou um altar diante do bezerro de ouro e anunciou: Amanhã haverá festa em honra à Javé. No dia seguinte levantaram-se bem cedo, ofereceram holocaustos e trouxeram sacrifícios de comunhão. Então o povo sentou-se para comer e beber e depois levantaram-se para dançar." (vs. 4 e 5).
Pelo fato de terem se levantado para dançar, subentende-se que havia música. A questão a ser observada é: que tipo de música estava sendo executada? Certamente não era uma música que glorificava a Deus e influenciava positivamente as pessoas.
"Ora, ouvindo Josué o vozerio do povo que gritava, disse a Moisés: Há um clamor de guerra no acampamento. Respondeu Moisés: Não é clamor de anúncios de vitória, nem clamor de gritos de derrota. O que ouço é ressoar de cânticos." (vs. 17 e 18).
Esta influência foi tão negativa que o povo chegou ao ponto de, desesperadamente, despir-se. "Moisés viu que o povo estava desenfreado (despido - versão corrigida); pois Arão lhes tinha soltado as rédeas, expondo-os às zombarias dos seus adversários."(vs. 25).
Nos dias atuais, essa história se repete. Em shows musicais, nas discotecas, nos carnavais, trios-elétricos, etc, a influência da música tem sido trágica ao ponto de conduzirem pessoas à depressões, tristezas, alcoolismo, drogas, sexo desenfreado, orgias, morte, etc.
Diante destas realidades, podemos definir a música profana, como uma música imoral. Algumas de suas características são:
  • nos afastam da adoração à Deus;
  • não possuem princípios corretos;
  • quebram os princípios da sociedade;
  • levam aos fracassos, a rebeldia, as imoralidades, divórcios, adultérios, suicídios, etc;
  • estimulam a justiça do próprio homem;
  • levam uma adoração à Satanás.
Um do maiores projetos do diabo é "jogar lixo" em nossa mente. Sabendo que a música é um veículo de grande influência, ele usa este artifício para atingir as pessoas. O diabo é astuto e quer nos afastar da verdadeira adoração à Deus. Somos cegos quando não enxergamos que o diabo está preparando este terreno sutil através da música, e é isso o que ele tem feito com muitas pessoas - "O deus deste século cegou o entendimento..." - II Coríntios 4:4.
O diabo com toda sua sutileza tem feito com que muitas pessoas pequem contra Deus, perdendo assim a comunhão com Ele. "Mas a prostituição, e toda impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém aos santos; nem palavras indecentes, nem coisas tolas e sujas, pois isto não convém à vós..." - Efésios 5:3-4 - A música mundana contém estas coisas mencionadas! Lembre-se, ela contém imoralidades!
Temos uma "convicção" contra a fornicação, a avareza, o adultério, mas será que teremos a mesma "convicção" quanto a estas músicas que apóiam estes tipos de pecados aos quais o texto se refere? Não devemos dar lugar ao diabo (Efésios 4:27) para trabalhar em nossa mente através da música.
2. A Influência da Música Divina
Vimos no tópico anterior, que a música profana possui uma forte influência sobre as pessoas. Neste ponto, vamos observar que a música divina exerce um poder mais forte que a profana. A inspiração vinda de Deus através da música, produz influências poderosas.
Características da música divina:
  • é uma música que nos leva à verdadeira adoração;
  • possui conteúdo moral, princípios e valores corretos que nos guiam a uma vida correta e íntegra;
  • nos leva e revela a presença de Deus;
  • produz curas, milagres, libertação, transformação de vidas, etc.
A Palavra de Deus nos mostra alguns exemplos do poder de influência da música ou do som cuja a inspiração está em Deus. Vejamos estes exemplos que se seguem:
  1. Davi expulsando um espírito mau, que fora enviado para atormentar Saul, apenas pelo toque ungido do seu instrumento - I Samuel 16:15-23.
  2. O tangedor, que ao tocar seu instrumento inspirado por Deus, influenciava o profeta Eliseu para profetizar, e assim, abençoar todo um povo com a palavra viva vinda dos céus - II Reis 3:15-17.
  3. O livramento de Deus para o povo de Israel nos dias do rei Josafá, que diante de uma grande multidão de inimigos puseram-se a cantar e louvar ao Senhor. Resultado disso: destruição completa dos inimigos - II Crônicas 20:22.
  4. As cadeias e grilhões que prendiam Paulo e Silas são desfeitas mediante o cântico inspirado em Deus e em suas promessas - Atos 16:25-26.
Portanto, se há poder de influência na música profana, quanto mais na música inspirada pelo Todo Poderoso em Sua Palavra! Veja a qualidade da música divina:
"Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. As armas (música) que usamos na nossa luta não são do mundo, porém são armas poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda a altivez que se levanta contra Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" - II Coríntios 10:3-4. A música divina é uma arma poderosa!
3. Reflexão
Porque muitas vezes, hoje em dia, a música profana tem exercido um poder maior que a música divina no contexto cristão ? Muitas vezes perdemos a oportunidade de estarmos sendo ministrados e influenciados pela música divina, dando lugar a música profana.
Porque, também, nos dias atuais não tem acontecido milagres de acordo com os quatro exemplos que acabamos de ver? Infelizmente, muitas inspirações que temos, não são buscadas em Deus, assumimos uma posição cômoda de acoplarmos inspirações que já existem no mundo, limitando assim a atuação do poder de Deus.
Não devemos e nem necessitamos buscar inspirações e melodias da "Babilônia" (mundo)! Em Isaías 52:11, Deus nos orienta: "Meu povo, saia da Babilônia..."
Nós músicos, não devemos estar tentando alcançar o nível musical da Babilônia. Eles são os que tem que buscar o nosso nível ! Considere o Salmo 137:3 - "pois aqueles que nos levam cativos nos pedirão canções, e os nossos opressores, que fossemos alegres, dizendo: "Entoai-nos alguns cânticos de Sião".
Nesta ocasião, quando o povo de Israel foi levado cativo para a Babilônia, vemos que os israelitas não estavam se "contaminando" com as músicas dos babilônios para ver o que podiam "aprender", ao contrário, os babilônios queriam escutar as melodias de Israel porque eram famosas no mundo inteiro. A nossa música deve ser um testemunho às nações (Salmos 40:3).
Assim deve ser ! Uma música com unção profética que transforme vidas, que se escuta nas nações, que exalta a Jesus, para que, como resultado, as pessoas venham até Ele. Esta é a música que temos tocado nestes dias?
Hoje em dia, existe muita "impotência" na igreja especificamente na área da música. Porque esta "impotência"? Vamos responder usando quatro pontos a serem considerados:
  • Faltam profetas;
  • Falta conhecimento do Poder e da Palavra de Deus (Mateus 22:29);
  • Falta unidade da Igreja dentro da visão de Deus;
  • Por aquilo que estamos permitindo entrar em nossa vida (influência).
4. Conclusão
Podemos concluir observando algumas coisas:
  1. Amós 6:3-5
    "...que cantais a toa..."- não devemos fazer mau uso da música.
  2. Isaías 52:11
    A música é um dos utensílios que Deus tem nos dado. Devemos nos separar das coisas imundas e nos purificar, porque estamos responsáveis em utilizar estes utensílios (música) do Senhor.
  3. Tiago 3:11-12
    Existe uma fonte que flui de dentro de cada um de nós. Que tipo de fonte está fluindo em sua vida? Não podemos permitir que "fluam outros tipos de fontes" em nossa vida.
  4. I Coríntios 10:20-21
  5. II Coríntios 6:14-18
  6. Filipenses 4:8
    No original grego, a frase "nisso pensai" significa: "isto ocupe a sua mente por todo o tempo."
  7. Colossenses 3:1-4
    "... pensai nas coisas que são do alto, não nas que são da terra ...". Não devemos perder tempo buscando coisas que não estejam relacionadas com o Reino de Deus.
  8. Romanos 12:2
    A palavra "conformeis", no seu original grego, significa: "Tomar forma de". Não devemos tomar a forma, o estilo ou a tendência que o mundo nos oferece.
  9. I Pedro 1:14-16
    Não devemos nos amoldar às antigas paixões quando éramos ignorantes, mas devemos ser santos (separados) em tudo o que fazemos.
  10. Romanos 8:1-17; I Coríntios 2:12; Gálatas 5:16-25
    Viver no Espírito, é viver em santidade não somente na conduta e nas palavras , mas também naquilo que ocupa nossos pensamentos no dia-a-dia.
O assunto tratado com relação a música neste tema, tem produzido muita discussão entre nós cristãos. O nosso objetivo quando tratamos deste tema, não é causar maior polêmica além da que já existe, e sim esclarecer a luz da Palavra de Deus o que ela nos mostra em relação a estas coisas.
Muitos neste momento, devem estar perguntando: Quer dizer então que não devemos ter contato com a música secular? Não podemos escutá-la?
Para responder estas perguntas vamos refletir numa outra pergunta:
Em verdade, queremos ser cheios do Espírito Santo? Paulo nos orienta em Efésios 5:18c, a seguinte verdade: "...mas enchei-vos do Espírito."
Como podemos ser cheios do Espírito Santo tendo a nossa mente ocupada com coisas que não são do Espírito ? No mesmo livro de Efésios 4:27, Paulo diz: "Não deis lugar ao diabo", em outras palavras, não devemos dar lugar ao diabo em nosso pensamento e em nossa vida e também com aquilo que escutamos.
Entristecemos o Espírito Santo (Efésios 4:20) quando nos contaminamos com outras "fontes" contrárias a sua vontade e o seu desejo para nós. Quando existe uma outra fonte fluindo em nossa vida, o Espírito Santo não pode fluir sua fonte através de nós.
Necessitamos examinar e esvaziar outras fontes que estão fluindo em nós, e permitir que o Espírito Santo nos encha, fluindo sua fonte de águas vivas através de nossa vida. Não necessitamos da "água do mundo", porque temos uma água que é viva e quando experimentarmos jamais voltaremos a sentir sede.
Saiba que a música divina, é uma música de adoração ao único que é digno de ser adorado - Jesus. Quando experimentamos desta "água" ou "música" e vemos os seus resultados em nossas vidas, jamais nos envolveremos com um outro tipo de música que não nos levará a lugar algum.
Mediante a tudo o que aprendemos, fica para nós a decisão da escolha da "nossa fonte". Fonte Divina ou Fonte Profana? Sejamos sensíveis, sábios, equilibrados, prudentes e deixemos que o Espírito Santo nos ensine todas as coisas.

Ronaldo Bezerra é pastor na Comunidade da Graça em São Paulo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

CALA A BOCA GALVÃO!

Pessoal ta achando que isso é uma brincadeira!

Não é!

É um clamor! Ele não é chato porque fala muito, é chato porque só fala besteira!


CALA ABOCA GALVÃO!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Maturidade espiritual

Ultimamente tenho vivido e visto algumas situações que me levaram a pensar sobre ser crente. Um dia aceitamos Jesus como senhor de nossa vida (até mesmo aqueles que nasceram em lares cristãos devem fazer sua profissão de fé um dia e descer às águas batismais) e passamos ao processo de conversão da vida. Uma vida que outrora existia, agora nao existe mais. Tal transformação o Mestre compara a um novo nascimento (Jo 3.3) de modo que aquele que está nEle é nova criatura (2Co 5.17). 
Tá, nasci de novo e agora? Começa uma nova caminhada. Os aspectos básicos de uma vida cristã devem ser cultivados. A nova natureza é dada por Cristo no momento que ele entra na história.
A palavra diz em Tiago 2.26 que "a fé sem obras é morta". As obras das quais Tiago fala são obras que o crente pratica em vida cristã. Quando uma pessoa se une a Cristo pela fé ele a transforma em nova criatura e apartir daí ele passa agir (obras) de acordo com o caráter do Mestre.
Como nova criatura a pessoa está reconciliada com Deus (2 Co 5.18) e passa a fazer parte do povo de Deus (Ef 2.11-22). Ele é feito filho de Deus (Jo 1.12), filho da luz (1Ts 5.5). Pergunta: é possível uma pessoa nestas condições ter um comportamento de vida igual aos demais? A resposta óbvia é não.
O verdadeiro cristão vive em espírito e não na carne. Comporta-se como filho da luz e não das trevas. Ele evita o mal e a aparência do mal (1Ts 5.22) de modo que a sua vida seja uma adoração constante ao Senhor e seja referência positiva para todos aqueles que o vêem agir.
O cristão evita contendas e inimizades (Rm 12.18), é honesto em TUDO (Rm 12.17) e não mente (Cl 3.9).
O verdadeiro crente se considera morto para o pecado e vivo para Deus (Rm 6.11,12) porque isso é busca de santidade e de comunhão com Deus.
O crente ora e medita na Palavra diariamente e toma parte nos cultos regulares da igreja como meio de comunhão com os irmãos (Hb 10.25).
Tiago no capítulo 4 de sua carta nos ensina como ter uma vida verdadeiramente cristã (ele é um pouco áspero em suas palavras mas ta coberto de razão!): 
 
1  De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?
2  Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.
3  Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
4  Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
5  Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?
6  Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
7  Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
8  Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.
9  Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza.
10  Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.
11  Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
12  Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?
13  Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;
14  Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
15  Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16  Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna.
17  Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.



Maturidade espiritual é entender isso e reconhecer a necessidade do cultivo de uma vida em Cristo e para Cristo. Não é facil mesmo. Mas quem disse que seria? Ao contrário, Jesus disse que no mundo teríamos aflições mas que tivéssemos bom ânimo pois Ele venceu o mundo (Jo 16.33).
Ele é o nosso exemplo de vida, de maturidade espiritual.