segunda-feira, 8 de novembro de 2010

1Co 3.1-17

As facções na igreja coríntia eram o resultado de comportamentos carnais, de pessoas carnais preocupadas com suas reputações; pessoas que nao se procupavam com o povo de Deus e sim em se sobressair e parecer maior do que outros em todos os sentidos.

Tá cheio disso nas igrejas...


domingo, 7 de novembro de 2010

Panorama do Antigo Testamento - 1

Pra nao deixar morrer o blog, ja que quase nao escrevo aqui ne,  aí está meu esboço da 1ª lição do tema desse trimestre na EBD. Sei que tem uma ou outra pessoa que sempre entra e isso já me deixa satisfeito se eu puder contribuir para o seu aprendizado. Foi muito bom preparar e entregar essa aula. Aliás hoje dia 7 já estudamos a 3ª lição sobre o tema e a resposta tem sido bem interessante por parte da turma. Vocês são demais galera. Jovens comprometidos com o Senhor. Bom já chega. Vamos ao que interessa. Taí ó!


Panorama do Antigo Testamento
Antes de começar o estudo do texto vamos reunir informações que nos auxiliarão em nosso caminho.
O que é a Bíblia? – revelação da vontade de Deus para o homem de maneira escrita.
Qual o tema central da bíblia? – salvação através de Jesus.
A Bíblia contem 66 livros(39, 27), escritos por 40 autores abrangendo um período de 1600 anos.
O AT foi escrito em hebraico e traduzido para o grego cerca de 100 anos antes do inicio da era cristã. O NT foi todo escrito em grego. Bíblia vem de (gr) biblos, biblioteca, tal como Testamento é “pacto” ou “aliança”.
O AT é o pacto que Deus fez com o homem quanto à sua salvação antes de Cristo vir; o NT depois.
No AT encontramos a aliança da Lei, no NT a graça. UMA CONDUZIU À OUTRA. (Gl 3.17-25)
O AT começa e o NT conclui.
O AT se reúne em torno do Sinai, o NT ao redor do calvário
O AT está associado a Moisés, o NT a Cristo (Jo 1.17).

Livros do AT
Lei – 5                                               Históricos – 12
Poéticos – 5                                     Proféticos – 17 (5 maiores e 12 menores)

Livros do NT
Evangelhos – 4                               Histórico – 1
Profético – 1                                    Epístolas – 21 (14 paulinas e 7 gerais)

O AT começa com Deus (Gn1.1), o NT com Jesus (Mt1.1)
Adão – Abraão: história da raça humana
Abraão – Jesus: história da raça escolhida
Cristo em diante: história da igreja.

O que faremos nesse estudo: você vai aprender a colocar em ordem os fatos e personagens em ordem cronológica de maneira que a Bíblia fará mais sentido dando a todos nós um entendimento mais profundo quanto à morte sacrificial de Cristo por nós.

A galáxia onde vivemos gira à velocidade de 788.410 Km/h e precisa de 200 milhões de anos para dar uma volta completa. Existem mais de um bilhão de outras galáxias como a nossa. Cientistas afirmam que o número de estrelas é igual a todos os grãos de areia de todas as praias do mundo. Ainda assim esse complexo de estrelas, planetas, galáxias, velocidades inimagináveis, e essas dimensões que não podemos mensurar em nossa mente funcionam com uma inigualável ordem e eficiência.
Para acreditar em evolução ou surgimento é necessário mais fé do que para acreditar que um Deus único e poderoso criou e mantém todo o universo.

GÊNESIS - origens
Não é apenas um livro acerca da história da humanidade – contém o ensino sobre o plano divino de redenção, mostra a constituição da família e da humanidade a partir de um único casal.
Não é um tratado histórico – não se preocupa com data ou cronologia
Não é um tratado científico – não contém qualquer informação sobre os métodos divinos para criar. Só declara o seu autor. “no princípio criou DEUS”.

É a introdução à Bíblia. Livro dos princípios: da criação, do pecado, da redenção e da raça eleita.
Relaciona-se profundamente com o NT. Alguns dos temas tratados no Gênesis tornam a aparecer apenas no NT. Queda do homem, obra redentora concluída em Jesus, instituição do casamento, juízo do dilúvio, a justiça que Deus imputa ao crente, contraste entre filho da promessa e filho da escrava, povo de Deus como estrangeiro e peregrino.

CONTEÚDO – o livro abrange um período muito longo desde as origens da criação até o estabelecimento de Israel no Egito. Se considerarmos a teoria da recriação o livro do Genesis abrangeria um período aproximado de 2.000 anos (até o sec. XV a.C.)
Divide-se em duas seções: 1-11 história primitiva e 12-50 hist. Patriarcal.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Por mim?

O diadema da dor
que retalhou seu rosto,
Três pregos fincando a carne na madeira
para segurá-lo naquele lugar.

Compreendo a necessidade do sangue.
Seu sacrifício eu abraço.
Mas a esponja amarga, a lança transpassando,
o cuspe em seu rosto?
Tinha que ser numa cruz?

Não havia morte mais amável
do que seis horas pendurado entre a vida e a morte,
tudo isto regado a um beijo de traição?

- Oh, Pai,
desculpe perguntar, mas preciso saber,
fizeste isso por mim?

Se eu pudesse tocá-lo, tatear a madeira da cruz e as tranças da coroa de espinhos... talvez eu pudesse até ouvi-lo sussurrar em resposta:

"Eu fiz isto por você"

Max Lucado
Ele escolheu os cravos, P.8

sábado, 4 de setembro de 2010

Considerações em Romanos 1

Hoje, enquanto lia o capítulo 1º da carta de Paulo aos Romanos me lembrei desse blog que eu inventei de fazer. O que tem uma coisa com a outra? Sei lá... nada...?! Mas vou postar minhas observações aqui. Pode ajudar alguém a compreender a carta melhor.

Obs.: nessa primeira oportunidade iremos apenas até o v. 17.

Let’s go!

Bem, o que primeiro precisamos estabelecer são alguns detalhes que permeiam a carta: autoria, data, local e destinatário.

A autoria: ditada pelo apóstolo e escrita por Tércio. Essa prática era bem comum porque facilitava a continuidade na linha de raciocínio. Ao que tudo indica Tércio era um cristão.
Data e local: Tudo indica que a carta foi escrita entre 55 e 57 A.D. de Corinto antes da volta do apóstolo para Jerusalém levando as ofertas das igrejas gentílicas (At 15.25-28; 24.17). Foi levada por Febe (16.1,2), uma irmã da igreja em Corinto (Cencréia era o porto de Corinto no golfo Sarônico, aquele que fica do lado direito do istmo onde fica a cidade), até Roma, uma vez que não existia serviço postal à disposição do povo. Esse era um serviço à disposição apenas do Império.
Destinatário: a carta foi escrita para os irmãos da igreja em Roma, capital do império. Segundo as informações da própria carta o apóstolo ainda não havia visitado aquela cidade. A partir disso podemos concluir que a igreja de Roma não foi fundada por Paulo (tampouco por Pedro) e não há motivos para pensar que houve alguma influência apostólica em sua fundação. Segundo as afirmações de Paulo podemos pensar que a igreja de Roma já estava bem estabelecida. A suposição mais plausível quanto à sua fundação é a de que visitantes de Roma provavelmente estavam presentes em Jerusalém no dia de pentecostes (At 2.10,11), ouviram a pregação de Pedro e talvez tenham sido os primeiros a levar o evangelho para Roma. Mas são apenas suposições. Fato é que a igreja em Roma era composta tanto por Judeus quanto por gentios e que por motivos quaisquer algumas congregações eram apenas de gentios outras de judeus outras mistas, enfim, o que precisamos entender é que existia a igreja fundada e estabelecida em Roma.
O tema central desse primeiro capítulo é a pecaminosidade dos gentios (no cap. 2 fala do pecado dos judeus e no 3 do pecado da humanidade). Do v.1 ao 7 Paulo inicia a carta com uma longa saudação dando suas credenciais aos irmãos de Roma. Um pequeno detalhe é que antes de se apresentar como Apóstolo ele se denomina servo – grego: doulos; escravo, acorrentado. É a condição mais importante de sua vida. Antes de qualquer título sua primeira condição é de “escravo de Jesus”.

Do verso 2 ao 5, ainda dentro de sua saudação ele acaba citando todos os aspectos mais importantes do ministério de nosso Senhor Jesus. Veja:
a) v.2 – a promessa do salvador

b) v.3 – a encarnação de Cristo

c) v.4 – sua morte, ressurreição, divindade eterna e poder

d) v.5 – graça e apostolado concedidos a nós igreja pelo derramamento do Espírito

e) v.5 – a essência da Grande Comissão para se pregar o evangelho a todo o mundo.

O v. 7 nos diz até onde o Evangelho já tinha alcançado quando Paulo escreveu a carta.

Do v. 8 ao 10, Paulo dá testemunho de seu ministério espiritual e chama Deus como testemunha disso. Que ora incessantemente pelos irmãos dessa igreja. Paulo fala em servir em espírito porque é de onde brota o nosso serviço espiritual – não da carne nem da alma mas sim do espírito.

Do 11 ao 13 o apóstolo fala de seu desejo grande em visitar os irmãos daquela igreja pessoalmente. É interessante isso pois é muito provável que a reputação de Paulo o tenha precedido e que aqueles irmãos também desejassem muito vê-lo. Hoje podemos falar por telefone, carta, e-mail, Messenger... mas nada se compara à presença do servo do Senhor em comunhão pessoal com a igreja. Esse era o cumprimento da Grande Comissão na vida de Paulo.

A atitude dinâmica do apóstolo quanto ao evangelho é descrita em três fases do v. 14 ao 16:

a) sou devedor

b) estou pronto

c) não me envergonho

O que podemos tirar desse esquema? Que Paulo se empenhava em cumprir o Ide do Senhor de todos os meios e modos, aos trancos e barrancos se fosse necessário. Ele reconhece que “deve isso a Deus”, que foi preparado e enviado porque “estava pronto”. Paulo não tinha medo de ser cobrado pelo Senhor pela sua omissão. Estava pronto, preparado e não se envergonhava de levar a Palavra de Deus aos perdidos (poderia repetir essas palavras sobre você mesmo?).

Os v. 16 e 17 introduzem o tema central da carta uma vez que nos apresenta os mais importantes aspectos da salvação: FÉ, VIDA e JUSTIFICAÇÃO:
16,17: Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego, visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

O Dr. Norman Harrison em seu livro sobre romanos faz uma análise muito interessante sobre esses dois versos e neles aponta as sete características principais do evangelho:


1. seu poder - Deus

2. seu objetivo - Salvação

3. sua acessibilidade - a todo o que crê

4. sua universalidade - primeiro ao judeu e depois ao grego

5. seu caráter - em que se revela

6. seu conteúdo - a justiça de Deus

7. sua forma de operar - de fé em fé.


Mas primeiro pro judeu? Por que isso se na mesma carta (2.11) ele diz que Deus não faz acepção de pessoa? A resposta é que essa é uma das principais preocupações de Paulo nessa carta. Seu ponto de vista cristão sobre judeus e gentios. Desfaça essa dúvida de sua mente. A promessa do messias, de redenção e salvação foi feita primeiramente aos judeus (Jo 4.22; Mc 7.24-30; Rm 2.9,10); seguindo esse caminho o trabalho missionário de Paulo, por onde quer que fosse, levava essa diretiz. Não é de se espantar que SEMPRE entrava primeiro na sinagoga (com o cumprimento da promessa messiânica em Jesus) e depois disso passava a pregar aos de fora.

continua... depois...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Abençoados para sermos abençoadores

ps.: eu nao to tendo tempo pra escrever então vou colocar um pastoral do Rev. H.D. Lopes

 
A igreja é o povo mais abençoado do mundo. Somos abençoados com toda sorte de bênção em Cristo Jesus. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus e a menina dos olhos de Deus. Fomos amados desde a eternidade. Fomos chamados com santa vocação. Fomos transformados pela graça. Recebemos um novo nome, um novo coração, uma nova vida, uma nova família, uma nova pátria.O propósito de Deus, entretanto, não é apenas nos abençoar, mas tornar-nos abençoadores. Não somos apenas o receptáculo da bênção, mas sobretudo, seu canal. Três verdades preciosas nos chamam a atenção acerca desse momentoso assunto.

1. Somos abençoados para sermos abençoadores porque somos portadores de boas novas num mundo marcado por más notícias. O mundo está cansado de ouvir más notícias. A mídia despeja todos os dias em nossos ouvidos dezenas de informações trágicas: é a violência que campeia sem controle na cidade e no campo; é a corrupção que se infiltra em todos os setores da sociedade; é a devassidão moral que solapa os valores morais e desestabiliza a família. A igreja de Deus não é trombeta do mal, mas portadora de boas novas. Temos a única mensagem capaz de trazer esperança para o homem atormentado pela culpa. Temos o único remédio capaz de curar o homem de sua enfermidade espiritual. Somos embaixadores de Deus a proclamar ao mundo a boa notícia de que Deus ama o pecador e enviou seu Filho para salvar a todos os que se arrenpendem e colocam sua confiança em Jesus.

2. Somos abençoados para sermos abençoadores porque somos construtores de pontes onde o pecado só cavou abismos. O pecado separa o homem de Deus, de si mesmo e do próximo, mas o evangelho lhe restaura a alma, oferecendo-lhe reconciliação com Deus. Neste mundo timbrado pelo ódio, somos arautos do amor de Deus. Neste mundo de guerras, somos embaixadores da paz. Neste mundo onde se aprofundam os abismos da inimizade, somos pacificadores. Deus nos confiou o ministério da reconciliação. Somos agentes de Deus na maior missão de paz do mundo, pois nosso ministério é rogar aos homens que se reconciliem com Deus. É sublime o privilégio de construirmos pontes onde o pecado cavou abismos. É glorioso o trabalho de lutar pela salvação dos perdidos. É maravilhoso saber que Deus nos confiou um ministério que os anjos gostariam de fazê-lo.

3. Somos abençoados para sermos abençoadores porque recebemos a maior, a mais urgente e a mais importante incumbência do mundo. A evangelização é a mais importante missão do mundo. É uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável. Fomos chamados para sermos enviados. Não podemos nos calar quando temos a única mensagem capaz de salvar os que estão perdidos. Não podemos silenciar nossa voz quando nenhuma outra instituição humana pode realizar essa tarefa a nós confiada. Não podemos adiar a proclamação dessa boa notícia, quando tantos perecem em seus pecados, sem esperança e sem Deus no mundo. O privilégio de sermos abençoados implica na responsabilidade de sermos abençoadores. Deus nos chamou das trevas para a luz para sermos um luzeiro no mundo. Deus nos tirou da escravidão para a liberdade para anunciarmos aos cativos que se o Filho de Deus os libertar verdadeiramente serão livres. Deus nos arrancou desse mundo tenebroso para sermos conduzidos de volta ao mundo, a fim de anunciarmos que Deus reina e exige que todos se dobrem aos pés do seu Filho, adorando-o como Salvador e Senhor. Unimos nossa voz à do salmista, quando clamou: “Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão” (Sl 67.7).

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Busy... busy

Tô doido pra escrever alguma coisa pra colocar aqui... mas meu tempo está tão escasso que é melhor eu nao inventar ou pode sair besteira. Qualquer hora sai...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

1ª Corintios 14

Nobre leitor, eu resolvi postar aqui o material que preparei para a lição da EBD de domingo dia 20/06/10 na classe de jovens. Ah fui eu que preparei o estudo e o blog é meu e eu posto o que quiser! rsrsrs. 
Quem quiser se dar o trabalho de ler lembre-se que é o esboço que eu usei na sala então deve ter informação pela metade cujo complemento está na minha cabeça. Eu vou tentar dar uma melhorada aqui para dar um aspecto de texto indutivo, mas pode ser que passe alguma coisa. Ah, qualquer coisa pergutaê! #tenso


Depois de tratar no capítulo 12 da 1ª carta aos coríntos dos dons espirituais em geral, o apóstolo mais uma vez ataca uma ferida – e essa era grande – dos coríntios. O uso do dom de línguas da maneira errada. E para entrar no tema começa falando em AMOR.
Paulo havia dito em 12.31 que lhes mostraria “um caminho mais excelente” e nesse capítulo o desvenda.
v.1 “segui o amor”. O maior dos dons. Enquanto o amor desfrutar um lugar proeminente na relação entre os irmãos os dons serão derramados e bem usados. Para que Paulo escrevesse esse capítulo dessa forma é provável que esse fosse o centro da questão coríntia. Vemos o individualismo corriqueiramente demonstrado por Paulo na carta. Era algo que precisava ser tratado na vida dos coríntios.
“Procurai com zelo os dons”. Paulo não diz para se abster de buscar nenhum dos dons relatados antes, pelo contrário incentiva.
“mas principalmente o de profetizar”. Ele já inicia enaltecendo a profecia como o melhor dos dons. Veremos o porquê.
O problema do dom de línguas: o mesmo de hoje. O uso indiscriminado e irresponsável em qualquer ora ou lugar. Falam alto e inconvenientemente numa tentativa de demonstrar santidade. É o já falado selinho isso 9000. “ó o santarrão lá falando em mistérios”. Em que você foi edificado com isso? Além de ouvir ruídos estranhos você aprendeu algo para sua vida cristã e fé? Quando Paulo os chama de "bárbaros" tem a intenção de dizer estrangeiros, pessoas de um povo cuja lingua nao se conhecia.
*** Para Calvino o dom de línguas tinha um propósito além de produzir ruído. Tinha algo a ser comunicado. Era para os não crentes como foi em Atos 2. Era aterrorizar e impactar levando-os à conversão. (Comentários de João Calvino em 1ª Coríntios - Edições Parakletos)
E o dom de profecia? O que vem à sua mente quando se fala em PROFETIZAR? Na verdade é o dom de desvendar a vontade de Deus. O profeta é um mensageiro de Deus. Com seu espírito ele interpreta e aplica as escrituras de maneira sábia. Pode envolver predição de eventos futuros sim, mas não é o principal objetivo. A finalidade da profecia na igreja é esclarecer, advertir, corrigir ou encorajar (exortar). A profecia deve ser julgada dentro desse campo.
Mas aprenda o seguinte: Ser cheio do Espírito Santo tem um propósito. Deus não vai encher ninguém com seu Espírito sem que haja um propósito para isso. V. At 2.
O dom de profecia é mais excelente do que os demais porque edifica a toda igreja e esse é o propósito da profecia. Edificar. E nos cultos é melhor que se busque a edificação da igreja do que apenas a pessoal. Paulo não quer abolir o dom de línguas, mas para ele é melhor que nos cultos seja evitado a menos que haja interpretação.
O apóstolo usa a palavra idiotes para demonstrar a perda de tempo para a igreja de todos orarem insanamente em línguas sem que ninguém interprete transformando tudo em profecia. Então, interprete e orador juntos são como um profeta.
Já quase puxando para outro assunto no capítulo, o apóstolo solta o v.23 querendo dizer: “se alguém sendo completamente ignorante de tudo isso, não pensará que tais pessoas são loucas, as quais emitem ruídos sem sentido em lugar de conversação normal, gastando seu tempo com pias futilidades, quando achava que entraria numa reunião para ouvir o ensino de Deus?” (Calvino)
 ...
Muda então de assunto e passa a falar da ordem no culto. Tudo o que foi dito ate agora tinha também o objetivo de ensinar que o culto deve ser ordenado e edificante para todos os que lá estiverem.
Depois descreve a ordem e limita a medida dos atos no culto: SE (não é ordem é permissão) alguém falar em línguas... (v 27, 28). A igreja pode subsistir sem o dom de línguas. O mais importante e esse devemos sim buscar é o de profetizar (V.2).